COMO ANALISAR ESTUDOS DE RINOPLASTIA: UMA SUGESTÃO

RINOPLASTIA ESTRUTURADA E ESTUDOS RELACIONADOS

Order from Disorder_ Internal Representations of the Olfactory WSegundo o estudo publicado na revista científica de cirurgia plástica Aesthetic Plastic Surgery do autor Hafezi e colaboradores (Lower Lateral Cartilage Cephalic Malposition: An OverDiagnosed Entity), o posicionamento e ângulos das cartilagens alares em relação ao septo são menos importantes do que a convexidade da cartilagem alar quando se deseja melhorar o aspecto bulboso da ponta nasal durante a rinoplastia. No entanto, o estudo em questão abordou apenas 40 pacientes e, na nossa opinião, não é um estudo estatisticamente relevante.

Embora a medicina tenha verdades transitórias até que se provem novos diagnósticos/condutas, na experiência do Dr. Wulkan o aspecto bífido, bulboso ou pinçado da ponta nasal se deve a uma conjuntura complexa de estruturas que devem ser analisadas durante a rinoplastia estruturada. Não creditamos como causa mais importante do aspecto da ponta nasal apenas pela curvatura da porção lateral da cartilagem alar.

rinoplastiaNa nossa opinião, os artigos publicados em revistas científicas devem ter mais cautela nas conclusões de estudo. Seguindo esse princípio, sabiamente, Guyuron e colaboradores publicaram na mesma revista uma técnica para tentar prevenir o desvio de enxertos de cartilagens. O estudo mostrou bons resultados, mas apenas por 6 meses. Esse seguimento, de acordo com muitos cirurgiões plásticos que tem foco em rinoplastia, é insuficiente. Quando avaliamos a rinoplastia estruturada ou rinoplastia secundária, devemos aguardar entre 1 a 3 anos para ser considerado o resultado estabilizado.  Por esse e por motivos técnicos descritos no artigo, o autor principal sugere que novos estudos sejam feitos, especialmente do tipo coorte randomizado. Eis uma conduta correta e ética: publica-se um artigo e aponta as limitações do mesmo para que possamos usar esses princípios para novos estudos.

É dessa maneira ética e humanista que determinamos nosso modus operandi. Em nossas condutas médicas, embora nem tudo se tenha consenso na rinoplastia, optamos sempre pelo que seja o mais cientificamente possível comprovado na eficácia além de personalizar ao máximo o tratamento. Nenhum paciente é igual ao outro, assim como os desejos variam. Achamos deselegante sugerir alterações possíveis na rinoplastia ao paciente; preferimos ouvir o paciente e analisar, em conjunto, a abordagem mais adequada possível para ele. Por último mas não menos importante, acreditamos que o bom senso estético na rinoplastia é fundamental para que se obtenha um resultado natural que não chame a atenção de se ter um “nariz operado”.

(IMAGENS MERAMENTE ILUSTRATIVAS; NÃO REPRESENTAM PACIENTES REAIS OU TRATAMENTOS OU TÉCNICA EXCLUSIVA OU PROMESSAS DE RESULTADO; CONVERSE SEMPRE COM SEU MÉDICO DE CONFIANÇA PARA TIRAR DÚVIDAS)